7 Jul 2009

A Pipa e o bebê

Media_httpblognovavid_avcxn
Hoje foi um daqueles dias que passam e ficam para sempre na memória. O bebê. Pela manhã, na igreja, sentei perto de um casal jovem com sua filha de pouco mais de 3 meses, um bebê. O pai estava com ela nos braços, acariciando-a. Logo percebi que a pequena criança era cega, desde que nasceu. Confesso que durante todo o restante do dia aquela imagem da garotinha que não podia abrir seus olhos não saiu da minha cabeça. Pensei em meus filhos, na minha família e na graça de Deus. Confesso que passou me minha cabeça a pergunta: "Por que Deus permitiu que uma criança nascesse sem a visão?". Não sabemos os desígnios de Deus. Somos limitados e a nossa natureza é pecadora. E este "pecado original" (expressão usada por Agostinho) não está relacionado à forma como fomos concebidos, é parte da "herança" que temos de Adão, o primeiro homem, o primeiro pecador. Temos o livre arbítrio, temos até mesmo o direito de duvidar da existência de Deus. Podemos mesmo questionar tudo? A pipa. No mesmo dia empinei pipa pela primeira vez com meu filho, Pedro, de 2,5 anos. Fazia muitos anos que não empinava pipa. Sentados no jardim, sempre víamos pipas sobrevoando nossa casa. Ele me perguntava como a pipa voava, porque ela não ia embora como os pássaros? E lá estávamos nós, soltando uma pipa em um dia de bons ventos e pouco sol, perfeito! Depois que empinei a pipa lembrei-me que aquela garotinha que tinha visto na mesma manhã talvez nunca irá ver esta imagem, não saberá como é uma boneca, não conhecerá o rosto de seu pai e da sua mãe. Deus tem seus planos e é impossível para nós, pobres e limitados mortais, explicarmos questões como estas. 2 Coríntios 12:9
e ele me disse: A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. Por isso, de boa vontade antes me gloriarei nas minhas fraquezas, a fim de que repouse sobre mim o poder de Cristo